“Muitos dos fatores que definem o padrão de saúde de uma população estão relacionados a forma com que esta população se organiza em cidades. Como estas cidades estão organizadas, o seu trânsito, o seu transporte coletivo ou não, as suas áreas de lazer, a viabilidade/possibilidade de atividades físicas, o seu conjunto de ofertas de habitação, o seu sistema de saúde….. Juntar a discussão da cidade com a discussão saúde é fundamental! A cidade é determinante da saúde e a saúde é determinante da qualidade de vida de uma cidade.”
domingo, 25 de março de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada;quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia, não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais do que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício,então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada” - Ayn Rand
domingo, 25 de dezembro de 2011

O notável aparecimento de loteamentos em Botucatu exige a criação de um Plano Urbanístico capaz de proporcionar autonomia aos novos bairros. Essa é a tese que venho defendendo para tentar consolidar um crescimento organizado e planejado para a Cidade. Esta questão foi tema do requerimento nº 1211/2011. Entre os preceitos desse Plano Urbanístico está a descentralização comercial do Município. Exemplifico a questão apontando o caso da Vila dos Lavradores [conhecida como "Bairro"] – região na qual seus moradores não precisam se dirigir ao Centro da Cidade para realizarem compras, pagamento de contas, acesso aos equipamentos públicos, trabalho, entre outros serviços restritos à região central. Essa estrutura proporciona uma série de benefícios à população, entre eles a não exigência de veículos para deslocamento que, por consequência, contribui para o Meio Ambiente. Essa perspectiva de planejamento urbano é o início de um círculo virtuoso de melhoria na qualidade de vida da população. Tenho estimulado o debate sobre a necessidade de criação de um Plano Urbanístico para Botucatu, especificamente no caso dos novos loteamentos oriundos do “Programa Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal – os Residenciais Santa Maria I e o Maria Luiza, este último ainda em construção e que contará com cerca de 800 novas residências. Na somatória habitacional resultante dos referidos residenciais e bairros adjacentes serão cerca de 7 mil botucatuenses. Os munícipes terão de se deslocar ao Centro da Cidade para qualquer atividade cotidiana. Um possível aumento demasiado na demanda do Posto de Saúde da região e a falta de vagas em creches e escolas também me preocupam. Dentro dessa perspectiva, defendo que um urbanismo harmônico e planejado deve contemplar três pilares: habitação, trabalho e lazer. Esse é o modo mais correto e moderno para organizar a cidade, de forma que cada região seja independente. O caso dos residenciais Santa Maria I e Maria Luiza, essa discussão já está atrasada. No prazo de, no máximo, seis meses os novos moradores já ocuparão suas casas, sem equipamentos públicos suficientes e estrutura comercial que proporcione independência ao bairro em relação ao Centro da Cidade. Em razão desta perpectiva, sugeri uma área existente entre os loteamentos para implantação desse espaço com esta concepção através da criação de um Plano Urbanístico Misto que preveja a instituição de bolsões de prestação de serviços urbanos, sociais, comércio e lazer em cada novo loteamento de Botucatu. Temos que acelerar este processo para reverter futuros prejuízos na organização urbana e consequentemente na qualidade de vida dos cidadãos.
terça-feira, 13 de julho de 2010

Podemos mapear as estruturas ou sistemas que compõe um bairro ou cidade. Obtive estes slides de palestras de Nate Cormier. Ele divide estas estruturas em MOBILIDADE, ÁGUA, COMUNIDADE E HABITAT. Para cada uma destas estruturas ou sistemas, ele criou índices ou critérios para avaliar sua eficiência. Na realidade são critérios ainda distantes da realidade brasileira, mas servem como norteadores de indicadores sociais, ambientais e de infraestrutura analisados em conjunto. Baseado neste conceito, chamado de Infraestrutura Verde, desenvolvo estudos preliminares de uma metodologia adaptada à nossa realidade de avaliação da Qualidade de Vida em bairros.
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